Um dia após o centésimo gol de Rogério Ceni, este blog chega ao centésimo post. Às vezes, me pergunto se é mais difícil ser goleiro, ser blogueiro, ser Defensor Público, falar o que pensa, pensar diferente ou seguir pensando.
Bem ou mal, vamos pensando e vamos seguindo!
Como presente para os leitores que gostam e para os que não gostam, deixo este vídeo, que pesquei no site dos Anões em Chamas. Como diziam os Beatles, "the life goes on".
Valeu, pessoal! Romário que me aguarde, agora é rumo ao milésimo!
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segunda-feira, 28 de março de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
sexta-feira, 18 de março de 2011
Mudar o Canal
Em 2009, a Defensoria Pública da Bahia realizou uma Conferência Livre sobre segurança pública, com o objetivo de colher e levar propostas da sociedade civil, para a CONSEG. Após algumas palestras ( inclusive uma minha) e debates em grupos menores, divididos por tema, chegamos à plenária final, de onde seriam extraídos os princípios e diretrizes do encontro. Coube a mim a perigosa honra de presidir a mesa
Em um dado momento, começou uma discussão sobre os programas sensacionalistas de televisão, que contribuiriam para o exagero da sensação de insegurança, para a estigmatização de raças e de classes sociais, além de violarem direitos das pessoas filmadas.
As pessoas queriam saber o que a Defensoria Pública poderia fazer sobre o assunto. Um rapaz pediu que os programas fossem censurados por nós.Eu expliquei que não podiamos, nem queriamos censurar nada, mas que as pessoas interessadas em ingressar com ações indenizatórias poderiam nos procurar. Uma mulher negra, timidamente, levantou a mão. Passei-lhe o microfone, sem imaginar o que viria.
- Doutor, eu queria lembrar que lá embaixo existe uma TV. Concordo que vocês não podem censurar o programa, mas poderiam, pelo menos, mudar de canal.
A Televisão, dentro da Defensoria, onde os assistidos aguardavam o atendimento, exibia justamente um dos piores daqueles programas. Os aplausos foram estrondosos. Pensei no que responder, mas não consegui articular nada. Imaginei como me esconder, como fugir, como sumir, mas nada. Depois de alguns segundos de exitação, em que, mentalmente, xinguei até a última geração de quem ligou aquela TV, consegui dizer que ela tinha razão e aplaudi também. Quem quer criticar, tem também que aceitar a crítica e aprender com ela. Mas, confesso que até hoje, quando lembro, sinto vergonha...
terça-feira, 15 de março de 2011
II SEMINÁRIO DE ESTUDOS PRISIONAIS
Data 23 e 24 de março
Local: Auditório da Escola Politécnica da UFBA
Organização: Departamento de Sociologia/LASSOS (Laboratório de Estudos em Segurança Pública, Cidadania e Solidariedade)
"Hoje a população prisional brasileira é uma das maiores do mundo e discutir e aprofundar o estado da arte dos estudos nesta área passa a ser uma tarefa incontornável tanto para a academia quanto para os operadores de segurança pública. A partir de uma perspectiva transdisciplinar sobre o tema prisão, com a colaboração de estudiosos de várias formações e de operadores do sistema de segurança pública este evento visa se constituir como um espaço de discussão sobre castigo e prisão na sociedade contemporânea."
23 de março
manhã
Mesa de abertura
Ivone Costa Freire – Coordenadora do PROGESP
Iracema Brandão Guimarães – Coordenadora do CRH
Eduardo Paes-Machado – Coordenador do Lassos
Mesa 1 – Punição ontem e hoje
Luiz Lourenço (UFBA) – debatedor
Marcos César Alvarez (USP)
Marcos Luiz Bretas da Fonseca (UFRJ)
tarde
Mesa 2 – Gestão Prisional
Riccardo Cappi (UEFS) – debatedor
Sandro Cabral (UFBA)
Izidoro Orge (Ex-Superintendente de Assuntos Penais da Bahia)
Mesa 3 – Vivências do Cárcere
Odilza Lines (UESB) – debatedora
Milton Julio (UFBA)
Rafson Saraiva Ximenes (Defensor Público)
24 de março
manhã
Mesa 4 – Saúde e Prisão
Ivete Oliveira (UFBA)
Márcia Cristina Maciel Aguiar (UFBA)
Thereza Coelho (UFBA)
Milena Ponde
Equipe Organizadora
Luiz Claudio Lourenço – Eduardo Paes-Machado – Odilza Lines
Inscrições e mais informações, no blog do Lassos (clique aqui)
Local: Auditório da Escola Politécnica da UFBA
Organização: Departamento de Sociologia/LASSOS (Laboratório de Estudos em Segurança Pública, Cidadania e Solidariedade)
"Hoje a população prisional brasileira é uma das maiores do mundo e discutir e aprofundar o estado da arte dos estudos nesta área passa a ser uma tarefa incontornável tanto para a academia quanto para os operadores de segurança pública. A partir de uma perspectiva transdisciplinar sobre o tema prisão, com a colaboração de estudiosos de várias formações e de operadores do sistema de segurança pública este evento visa se constituir como um espaço de discussão sobre castigo e prisão na sociedade contemporânea."
23 de março
manhã
Mesa de abertura
Ivone Costa Freire – Coordenadora do PROGESP
Iracema Brandão Guimarães – Coordenadora do CRH
Eduardo Paes-Machado – Coordenador do Lassos
Mesa 1 – Punição ontem e hoje
Luiz Lourenço (UFBA) – debatedor
Marcos César Alvarez (USP)
Marcos Luiz Bretas da Fonseca (UFRJ)
tarde
Mesa 2 – Gestão Prisional
Riccardo Cappi (UEFS) – debatedor
Sandro Cabral (UFBA)
Izidoro Orge (Ex-Superintendente de Assuntos Penais da Bahia)
Mesa 3 – Vivências do Cárcere
Odilza Lines (UESB) – debatedora
Milton Julio (UFBA)
Rafson Saraiva Ximenes (Defensor Público)
24 de março
manhã
Mesa 4 – Saúde e Prisão
Ivete Oliveira (UFBA)
Márcia Cristina Maciel Aguiar (UFBA)
Thereza Coelho (UFBA)
Milena Ponde
Equipe Organizadora
Luiz Claudio Lourenço – Eduardo Paes-Machado – Odilza Lines
Inscrições e mais informações, no blog do Lassos (clique aqui)
segunda-feira, 14 de março de 2011
Nada é pior do que tudo
Recado de Caetano Veloso, na voz de Elis Regina. Por incrível que pareça, permanece atual. Todos deviamos lembrar sempre que "nada é pior do que tudo que você já tem no seu coração mudo". Vamos em frente, pensando e seguindo.
Não tenha medo.
(Caetano Veloso)
Tenha medo não, tenha medo não, tenha medo não.
Nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo.
Nem um não, nem um sinal, nem um ladrão, nem uma escuridão, nada é pior do que tudo que você já tem no seu coração mudo...
Tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo.
Nem um cão, nem um dragão, nem um avião, nenhuma assombração.
Nada é pior do que tudo que você já tem no seu coração mudo...
Tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não.
Nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo.
Nem um chão, nem um porão, nem uma prisão, nem uma solidão...
Nada é pior do que tudo que você já tem no seu coração mudo...
Tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo...
Não tenha medo não, tenha medo não, tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo, nada é pior do que tudo...
Não tenha medo não, tenha medo não, não tenha medo não, tenha medo não, nada é pior do que tudo...
quarta-feira, 9 de março de 2011
Olho no STF
Do blog de Alexandre Morais da Rosa.
Já o RE 580252 avaliará a necessidade de reparação por dano moral a detento que teria sido submetido a tratamento desumano e degradante por conta de superlotação carcerária. O relator, ministro Ayres Britto, observa que a questão constitucional debatida “ultrapassa os interesses das partes e é relevante sob os pontos de vista econômico, político, social e jurídico”.
STF - Para ficar de olho, vivo
Já o RE 580252 avaliará a necessidade de reparação por dano moral a detento que teria sido submetido a tratamento desumano e degradante por conta de superlotação carcerária. O relator, ministro Ayres Britto, observa que a questão constitucional debatida “ultrapassa os interesses das partes e é relevante sob os pontos de vista econômico, político, social e jurídico”.
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